"Os olhos são o espelho da alma" Alguém o disse, afinal na realidade são, são a forma mais simples e profunda de expressar o que sentimos, há quem seja mais sensível e repare há quem passe ao lado, mas a realidade é que o espelhar da nossa vida permanece lá, realça para o papel por linha curvas e volta ao olhar de outro por linhas rectas!
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quarta-feira, 28 de março de 2012
Textos de autoria
“Quando nós achamos que temos todas as respostas, vem a vida e muda todas as perguntas”
Por vezes pensamos que vida é um mar de rosas, desde que nascemos os nossos pais têm como habito proteger-nos, somos criados debaixo do sombreiro, sem que o sol bata no nosso rosto, somos aconchegados nos braços do conhecido, mas nem por um segundo nos deixam ir até ao desconhecido!
O mundo em si é um lugar para nos aventurarmos, mas em que a sociedade impõe os seus limites, somos levados ao nosso desconhecido, mas ao conhecido da sociedade (ela sabe bem mostrar o que quer), criando-nos rotinas, uma vida aconchegante mas frustrante. Bem no íntimo sabemos que há muito mais do que nos mostram.
O ser humano desde sempre se rodeia de regras, disciplina, maneiras, formação, pois a exclusão é um dos pontos fracos do humano, ser uma “entidade” à parte do visível é impensável, fugir à rotina torna-se cansativo e excessivamente trabalhoso, o sofá é muito mais apetitoso do que um passeio pela rua! A saída do espaço de conforto é tão complicado, ver que ficámos sem o sítio onde nos sentimos seguros é inconcebível, o sofá estará sempre presente em todos os lugares onde já andámos. Mesmo cansados do mesmo sítio, continuamos a impor o mesmo espaço de conforto, o nosso sofá velho, rasgado pela vida, mas cosido por nós, para que possamos esquecer o que o rasgou, para mostrar que na realidade, só aquela área podemos arranjar, a resposta do costume “Se tivesse saído a linha já não era a mesma, o local era distinto, o tecido diferente e acabar-se-ia por se romper de novo”, a verdade é que pensamos sempre que o nosso se aguenta sempre, o problema é quando a linha acaba, as pernas do nosso sofá já não aguentam connosco e o que era macio antes, agora não é mais que grandes destroços da vida que levámos e que levou connosco SEMPRE!
Criamos o nosso sofá desde que nascemos, pois temos sempre alguém lá que nos “guia” e diz como o devemos construir. Mas será mesmo esse a parte de descanso que queremos? Nem reparamos quantas palavras giram à nossa volta, quantas bocas gritam aos nossos ouvidos, quantas mãos nos puxam para o sofá que elas querem que nós criemos, para que durante o percurso de quarto – sala, chegarmos e nos sentarmos nele, é SEMPRE lá onde ouvimos os elogios, onde choramos as perdas, onde deprimimos, onde vemos a televisão, que passa imagens a todo o tempo e nós aconchegados no sofá. Os filmes podem ser os mesmos, as histórias iguais, mas não nos importamos, a qualquer momento podemos desligar a televisão e ficar no escuro, deitados sobre o nosso conforto, a questão é “E quando voltamos a acender a televisão?”, reparamos que parámos no tempo, adormecemos sobre as almofadas do nosso espaço e perdemos muita coisa, e quando voltamos a acender a luz e olhamos para o nosso cantinho, deparamo-nos com imagem de envelhecimento e de destruição e já é tarde para o poder recuperar. Ninguém agora quer um pedaço do usado, nem mesmo os donos e deixam lá ficar, procuram um que seja parecido ou até mesmo igual, para que não altere muito a imagem da sala, porque senão seria provável que tivessem de a mudar! Ao obterem um “novo” e ao recostarem-se nele, começam a pensar no outro e a televisão que até ali estava ligada, volta a ser desligada e a luz apagada e voltamos a repetir a mesma história, uma, duas, três… vezes sem fim! Quando no terminal da nossa estadia, olhamos em redor, interessante, pessoas novas, casa nova? NÃO! Nós é que estávamos no descanso do nosso corpo, interessados no sofá e na sala, não chegámos a olhar em redor, recolhemo-nos de tal modo que tudo passou tão rápido e nem demos pelo tempo escassear. Os filhos saem de casa, o marido morre e só quando abrimos os olhos e pensamos em ver em volta, tudo nos parece novo e o espelho que está na entrada retrata a nossa imagem e olhamos bem para ela, aí é que damos valor ao que perdemos, é que choramos o que faltava, é que perdoamos o que nunca imaginámos possível, é que tentamos correr o que não nos apercebíamos que fazia falta, é que nos mudamos de sítio e observamos como é bonito o jardim e experimentamos deitarmo-nos na relva, molhada pela a água da chuva, fechamos os olhos e voltamos a abrir, não queremos perder nada, o pior é que já perdemos! Levantamo-nos da relva e vamos até ao quarto, olhamos para a cama e retiramos os lençóis velhos, vamos então até à cozinha e pela primeira vez sangramos, deixamos escorrer o sangue e vamos até à mala de primeiros socorros, desinfectamos e colocamos um penso para que cicatrize bem e rápido. Voltamos para a cozinha, pegamos noutra faca, mas desta vez não nos cortamos e preparamos tudo com grande felicidade! Dirigimo-nos até à casa de banho, olhamos para o duche, ligamos a água quente e pela primeira vez sentimos algo que nos aconchega mais que as almofadas macias do nosso sofá, ouvimos algo relaxante, o cair da água pelo o nosso corpo, saímos do duche o nevoeiro é imenso e nós não conhecemos bem o espaço, paramos por segundos e seguimos tentando atingir a porta, ao chegar lá, abrimo-la e o nevoeiro sai…Desembaciamos o espelho e olhamos mais uma vez para nós, os nossos cabelos estão despenteados, a nossa pele molhada e agora SORRIMOS! Ouvimos um som, alguém chama da outra ala da porta de entrada, não queremos deixar nada por fazer, dirigimo-nos rapidamente para a porta abrindo-a, do outro lado uma pessoa sorri, cumprimenta-nos, deixa-nos algo à porta e vai embora. Abrimos o que nos deixou à porta, FOTOGRAFIAS e um cartão, quando o desdobramos está escrito “Parabéns mamã!”, aquele era um filho nosso, não o reconhecemos, estivemos demasiado tempo fora do ninho e os passarinhos acabaram por aprender a voar sozinhos e nós nem vimos o seu voo inicial! Sentamo-nos no chão, olhamos em redor, olhamos novamente para o espelho, vimos nossa face, imaginamos como teria sido a nossa vida e fechamos os olhos! AGORA, já é tarde, os olhos não se voltam a abrir e não vivemos a maior parte da nossa vida…onde está a felicidade de uma vida na qual não entra mudança?
A verdade é que enquanto não traçarmos nós o nosso caminho, enquanto não arrumarmos o nosso sótão e a nossa casa, enquanto não estivermos presentes no dia-a-dia dos que amamos, enquanto fizermos o sofá que querem que nós façamos e não ligarmos a televisão da nossa vida, nunca vamos ser felizes. A vida é repleta de sonhos, quando desistimos dos sonhos, desistimos da nossa vida, de nós! O ruído que ouvimos consecutivamente não passa disso mesmo, não poderá representar nada na nossa casa, o que as pessoas ao teu lado te dizem para construíres, são simples sonhos delas, que não conseguiram concretizar e agora vêm uma oportunidade de poderem ser felizes se outra o fizer, não representa nada mais que um acto involuntário para se sentirem bem, dizendo-nos que os sonhos que temos nunca construíram uma casa futura!
Ninguém quer só a casa, todos desejamos encontrar a casa e a mobília ideal!
NÃO podemos dizer que não conseguimos sem ajuda, sem nos indicarem o tecido que devemos usar no nosso sofá, É NOSSO, de mais ninguém, mas lembrando-nos sempre de que só o sofá não chega para uma casa, todo o tipo de mobília custa caro, por isso dar de nós é essencial e ao nos olharmos ao espelho, vemos o nosso esforço, a nossa entrega, vimos as rugas do caminho, a pigmentação dos anos, as lágrimas do passado e as alegrias do presente! Quando abrires a tua porta, encontrarás na tua frente os teus entes queridos e vais estar com eles dentro da tua casa, no teu jardim!
Vais sair para o outro lado da rua e percorrer essa grande estrada, vais virar em becos, passar por “estradas curvas”, mas cujo o fim apesar de longe é o que a vida tem de mais belo! Vais estar na tua cama, olhar para o lado e ver o rosto de alguém amado, passear pela casa a observar os pormenores e irás ver que cada dia existe algo de novo! Todas as coisas contam, todos os momentos são importantes por mais simples que pareçam!
NÃO entregues a tua vida nas mãos de ninguém, sê tu o capitão do teu navio, o mar é tempestuoso mas não é sempre, terás de encaminhar o teu barco pelo teu mapa! Suspira, sente a brisa da vida a tocar-te na pele e o seu som a encorajar-te, arrisca, esforça-te…o destino é uma questão de escolha! Faz a tua escolha AGORA, amanhã pode ser tarde, poderá não dar para fazer tudo, cria a tua lista de compras e separa o lixo, para que seja mais fácil deitá-lo fora! Tudo o que fizeres agora, será o teu reflexo para o mundo e o mundo será o que tu queres que ele seja! Abre as janelas e vê as pessoas que passam e as pessoas que ficam, vê o crescimento, a felicidade, todo o amor…as más recordações vão-se com o antigo, as boas ficam marcadas para sempre.
Ao saíres da tua casa olha e pensa, pensa em toda a felicidade que tiveste com ela, todas as brincadeiras e em como neste momento te sentes por teres sido tu a traçares os alicerces da tua casa, por veres que nem sempre correu bem, mas que CONSEGUISTE e és um vencedor, construíste o teu objectivo.
A VIDA, a mais perfeita palavra que a nossa boca diz, o acto mais difícil, mas que mais gozo dá é VIVER FELIZ! Se me perguntarem, “És feliz?”, eu responderei “Sim, sou! Porque não deixei que construíssem o meu sofá, nem adormeci nele”. Tens um dia para viveres, tens um dia para mandares em ti, vais ficar estática no teu sofá? Ou vais levantar-te e seguir os teus sonhos? Não penses que a vida tem muitas horas, porque um dia só tem vinte e quatro e a existência pode ter só uma! Pelo que esperas? Que o teu sofá te atire para fora dele, caíres juntamente com ele e não te levantares, desligares a tua televisão e fechares os olhos? Se esperas alguém que te tire de lá, esquece, olha para ti, acorda, desperta, és muito mais do que uma carcaça, sorri para vida, se não aprenderes a fazê-lo a vida nunca vai sorrir para ti, abre os portões do teu coração, olha, tu choras! Sentes as vibrações? Tu amas! Sim essa pessoa! Não escondas as emoções. Apaixona-te! Tu existes com uma missão, apaixonares-te por ti, por existires, para que outros consigam ver algo diferente, tu és aquilo que o mundo precisa, não és meramente um ser humano, tu és distinta, cada uma é diferente da outra. Podes fazer grandes coisas, se ACREDITARES em ti!
Um pequeno gesto vale mais que mil palavras, move-te, tens uma causa pela frente, tens escolhas pelo caminho, tens de aceitar derrotas e alcançar vitórias, canta mesmo que não o saibas fazer, dança mesmo que tenhas vergonha, CHORA, “e os outros?”, não te preocupes eles cantarão e dançarão contigo, basta algum dar um paço em frente para que os outros o sigam, dando paços em frente para concretizar os seus objectivos, para realizarem os seus sonhos, para ultrapassarem os seus medos! Sê como a águia, que voa pelos céus, espontânea, olhando para terra com toda a liberdade que pode ter, se esta estivesse sempre no ninho, morreria, não morras, voa, ninguém pode roubar-te os sonhos, nunca o deixes fazerem-te. Quando encontras um problema não penses no que devias ter feito, mas o que podes fazer, existe sempre solução, mas muitas vezes não a vimos porque estamos demasiados apegados ao sofrimento, superá-lo é complicado, mas não impossível! O homem foi à lua quando todos pensavam ser algo impossível, mas alguém empenhou-se para que o conseguissem. A vida não vai encaminhar-se de realizar-te sonhos sozinha, empenha-te nela, não a desperdices e vais ver o mundo sentado no seu sofá a olhar para a televisão e a ver-te a ir à lua!
Não estejas à espera que alguém te diga quais as expectativas que têm para ti, para te pores de pé, tu é que tens de levantar-te pelas tuas expectativas, desenvolve-te, influência, depressa aprendes que ganhas muito mais assim do que esperando!
Já fizeste tudo o que tinhas planeado na tua lista? Cada dia é novo e todos os dias existem barreiras para serem transpostas, então prepara-te para ultrapassar os obstáculos antigos para AGORA saltares os que vão aparecendo, se não resolveres o que deixaste no passado nunca progrides!
Sê uma estrela que se apresenta no maravilhoso palco da vida! VIVE! Sê feliz!
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